Justiça condena por homicídio tentado homem que atirou em torcedor do Náutico.

   O Tribunal do Júri acolheu integralmente a tese do Ministério Público de Pernambuco (MPPE) e condenou, na tarde de ontem, José Carlos Feitosa Barreto pelo homicídio qualificado tentado contra Lucas Lyra.

 O réu foi condenado a 12 anos de reclusão, mas em razão de o crime de homicídio não ter sido consumado, o juiz Ernesto Cavalcanti aplicou a redução de um terço da pena, prevista em lei. Para o promotor de Justiça André Rabelo, que acompanhou o caso desde o início, a condenação evidenciou tudo que foi comprovado em relação ao caso.

“Sustentamos a tese do homicídio qualificado tentado, uma vez que o réu efetuou o disparo sem oferecer possibilidade de defesa à vítima. A sentença proferida está de acordo com o que prevê a legislação”, ressaltou.

Durante a sessão, realizada na 1ª Vara do Tribunal do Júri da Capital, no Fórum Desembargador Rodolfo Aureliano, na Joana Bezerra, o próprio Lucas Lyra prestou depoimento. Ele chegou à sala em uma maca, em razão das limitações físicas causadas pelo ferimento à bala que sofreu.

 “O Ministério Público requereu a presença dele na sessão, uma vez que ele se disponibilizou a falar. Ele não se lembra do momento do crime, mas falou ao público sobre as dificuldades que enfrenta até hoje; ele tem deficiências auditivas, não tem o campo visual periférico.

 São sequelas que vão ficar para sempre na vida desse jovem, infelizmente”, ressaltou André Rabelo. Além da fala de Lucas, também foram ouvidos a perita criminal Ducy Maria de Azevedo e o réu, José Carlos Feitosa Barreto.

Ao final dos debates entre Ministério Público e defesa, o Conselho de Sentença se reuniu e decidiu pela condenação do acusado. A defesa já apresentou recurso contra a decisão judicial. Relembre o caso - o jovem Lucas Lyra, então com 19 anos, foi atingido na cabeça por um disparo de arma de fogo em fevereiro de 2013, nas proximidades do Estádio dos Aflitos, para onde estava se dirigindo a fim de assistir um jogo de futebol. Segundo as investigações, o tiro foi efetuado por José Carlos, que atuava como segurança contratado por uma empresa de ônibus.

Durante uma briga entre torcedores, pouco antes do início do jogo Náutico x Central, pelo Campeonato Pernambucano, o réu atirou contra Lucas. O jovem teve que passar por cuidados intensivos nos primeiros anos de tratamento.
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