Projeto de kit educativo do MPPE e outras iniciativas de comunicação pública são discutidos em seminário promovido pela Alepe.

    A Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), por meio da sua Superintendência de Comunicação Social, convidou o Ministério Público de Pernambuco (MPPE) para apresentar a experiência do kit educativo do projeto Corrupção. Tem Jeito no 4º Seminário Comunicação Legislativa e Cidadania, realizado na última sexta-feira (17).

O projeto foi apresentado no painel Comunicação pública e empoderamento popular, junto com outras práticas exitosas com o programa Fora da Curva, da UFPE; o aplicativo Colab; e o projeto Contos de Ifá, promovido pelo Centro Cultural Coco de Umbigada.

 As quatro iniciativas apresentadas possuem a característica comum de usar as ferramentas da comunicação para prestar um serviço público aos cidadãos, de modo a permitir que ele se empodere como agente transformador da sua realidade.

 No caso do MPPE, o projeto Corrupção. Tem Jeito e seu desdobramento, o kit educativo, são frutos de um trabalho continuado do MPPE para construir uma atuação institucional no combate à corrupção que vai além do trabalho repressivo.

 “De início, nós fizemos uma pesquisa para conhecer a opinião da população e chegamos a dois desafios: mobilizar a sociedade para o controle social e agir para desconstruir a cultura da corrupção”, detalhou a analista ministerial em Publicidade, Andréa Corradini, da Assessoria Ministerial de Comunicação Social.

 Já para a professora Ana Veloso, da UFPE, o programa Fora da Curva se apresenta como uma resposta ao desmonte do sistema público de comunicação. “Nós buscamos chegar até a sociedade através de parcerias com os movimentos sociais, ser o outro lado dessas vozes que não têm repercussão na mídia comercial, sempre pautando a democracia, a criticidade, a liberdade e os direitos humanos”, ressaltou.

O programa é veiculado diariamente, das 11h às 12h, na rádio Universitária FM e no Facebook. O aplicativo Colab, por sua vez, teve sua origem no polo de inovação do Porto Digital e foca na gestão pública participativa. De acordo com Luiza Barbosa, que atua na startup, a finalidade é construir uma rede social colaborativa com o objetivo de estimular um novo formato de gestão pública aberta, colaborativa e inovadora.

“A gente já tem um cidadão mais participativo e estamos buscando ajudar os governos a serem responsivos. Além de permitir esse contato direto, o uso do aplicativo gera dados que podem orientar o poder público na sua atuação”, detalhou. Por fim, o projeto Contos de Ifá, do Centro Cultural Coco de Umbigada, de Olinda, traz a tecnologia como elemento de ligação entre as gerações mais jovens e o conhecimento da ancestralidade religiosa de matriz africana.

Segundo Ricardo Brazileiro, o grupo promove capacitação em produção de conteúdo digital para contar, para as novas gerações, histórias que são invisibilizadas pelo preconceito. “A gente visa promover uma apropriação política das novas tecnologias para construir um mundo mais aberto e plural. Os jovens aprendem a dialogar, de um ponto de vista transversal, com a pauta da diversidade. E, como resultado positivo, a gente abre mais uma frente de geração de renda para os moradores da periferia”, resumiu.
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