MPPE denuncia acusados de matar e esquartejar médico em Aldeia.

   O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) remeteu à 1ª Vara Criminal de Camaragibe, nesta sexta-feira (31), denúncia criminal contra Jussara Rodrigues da Silva Paes e Danilo Paes Rodrigues pelos crimes de homicídio qualificado e ocultação de cadáver cometidos contra o médico Denirson Paes da Silva. Caso a denúncia seja aceita pelo Judiciário, os dois poderão ser submetidos a júri popular.

 Além da denúncia, o promotor de Justiça Petronio Ralile Júnior também se posicionou favoravelmente ao pedido de prisão preventiva dos denunciados, por entender que essa medida é necessária para a instrução penal. “Caso sejam postos em liberdade, os denunciados facilmente poderão obstruir a persecução criminal, já que Jussara, mesmo sem suspeitas sobre sua conduta criminosa, tentou limpar o local do crime, ocultou o cadáver do marido e rasurou documentos. Cabe ainda salientar que as principais testemunhas podem ser manipuladas pelos denunciados, tendo em vista a relação empregatícia que havia entre eles”, ressaltou o promotor de Justiça, no documento encaminhado à 1ª Vara Criminal.

 Mediante a análise do inquérito policial, o promotor de Justiça entendeu estarem evidenciadas as seguintes qualificadoras do crime de homicídio: motivação torpe, em razão de os denunciados terem matado a vítima por interesse patrimonial e, no caso de Jussara, por não aceitar a separação de Denirson; emprego de meio cruel, já que os laudos indicam que o método adotado para tirar a vida do médico foi asfixia por esganadura; e uso de recurso que impossibilitou defesa à vítima.

Histórico - segundo as informações do inquérito policial, Jussara e Danilo, que são esposa e filho da vítima, praticaram o crime, em união de esforços no dia 31 de maio. Além de matar Denirson, esquartejaram o corpo e o jogaram em um poço localizado na casa onde moravam com a vítima, em um condomínio no bairro de Aldeia, em Camaragibe.

Nos dias seguintes ao crime, Jussara Paes contratou pessoas para tampar a cacimba e obrigou funcionários a lavar constantemente o local do crime. No dia 20 de junho, a denunciada procurou a Delegacia local para registrar o desaparecimento de Denirson, alegando que ele havia saído de casa há 20 dias. Durante as investigações, a Polícia procedeu a busca na residência, tendo localizado o corpo do médico no dia 4 de julho.
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