MPPE afirma que promotor de Justiça teria praticado corrupção passiva.

   As investigações da Polícia Civil de Pernambuco encontraram indícios de que o promotor de Execuções Penais Marcellus Ugiette teria praticado crime de corrupção passiva. Ele teria obtido vantagens financeiras e recebido até presentes para beneficiar presos.

As declarações foram dadas, em coletiva de imprensa, pelo procurador Ricardo Lapenda, coordenador do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público de Pernambuco.

 A casa de Ugiette foi alvo de busca e apreensão durante uma operação, na última sexta-feira, para desarticular uma quadrilha suspeita de crimes como estelionato, corrupção ativa, corrupção passiva, lavagem de capital, advocacia administrativa e furto qualificado. Na ocasião, dois advogados também foram presos. “Encontramos elementos suficientes de que poderia haver a corrupção passiva. Ele (promotor) passou a colaborar com os pedidos dos advogados da organização criminosa.

Ele passou a auxiliar os pedidos de transferências para que os elementos permanecessem juntos (nos presídios). Há indícios de que ele obtinha vantagens financeiras, inclusive com recebimento de presentes”, afirmou Lapenda. No total, 19 mandados de prisão preventiva foram cumpridos (entre eles de pessoas que já estão presas). Dezesseis mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Tribunal de Justiça de Pernambuco, também foram cumpridos.

O celular pessoal, pen drives e outros objetos foram apreendidos para perícia na casa de Marcellus Ugiette. Ele também foi afastado das funções até a conclusão do caso. Em entrevista à Rádio Jornal, na última sexta-feira (03), Ugiette confirmou que foi afastado da promotoria, mas afirmou que vai apresentar a defesa posteriormente. Em relação aos advogados presos, a delegada Viviane Santa Cruz disse que eles “criavam situações para beneficiar os detentos”.

“Eles escondiam dinheiro em contas bancárias e também vendiam mercadorias fruto de golpe”, pontuou Viviane. Os nomes dos advogados não foram revelados. A OAB Pernambuco acompanha o caso.

O promotor Marcellus Ugiette foi afastado das funções.
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