Campanha contra o trabalho infantil será realizada em Pernambuco.

  Com o objetivo de combater a violação de direitos de crianças e adolescentes, o Ministério Público de Pernambuco (MPPE), por meio do Centro de Apoio Operacional às Promotorias da Infância e Juventude (Caop Infância e Juventude) e a Escola Superior do Ministério Público de Pernambuco (ESMP), está apoiando a campanha “Quando a infância é perdida, não tem jogo ganho”, desenvolvida pelo Ministério Público do Trabalho (MPT).

 Um vídeo, um spot de rádio, cartazes, leques, outdoor, busdoor, camisas e cards para as redes sociais são algumas das peças que começarão a ser veiculadas a partir de 12 de junho, em todo o Estado. A campanha tem foco no combate à utilização de mão de obra infantil durante o período junino e também na Copa do Mundo, procurando despertar uma maior conscientização da sociedade a fim de que se deixe achar normal que crianças e adolescentes tenham sua força de trabalho precocemente explorada.

 “Precisamos combater essa realidade de exploração de crianças e adolescentes para que as pessoas não achem normal o trabalho infantil, para que as famílias não incentivem o trabalho infantil e empresas não realizam a contratação de menores de idade. A gente só reforça o ciclo da pobreza quando incentivamos o trabalho infantil”, disse o coordenador do Caop Infância e Juventude, Guilherme Lapenda. No Brasil, cerca de 2,7 milhões de crianças e adolescentes, na faixa etária de 5 a 17 anos, são explorados pelo trabalho precoce segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad 2015), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Essas estatísticas também são uma amostragem e, portanto, não consideram as vítimas, por exemplo, do narcotráfico e nem de outras atividades ilícitas e insalubres. Segundo dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), órgão do Ministério da Saúde, entre 2007 e 2015, foram registradas no País 187 mortes de crianças e adolescentes, entre 5 e 17 anos, e 518 casos de vítimas que tiveram a mão amputada, no trabalho.

 “A campanha também tem como alvo uma maior conscientização da sociedade, de modo a que se possa contribuir para uma verdadeira mudança cultural. Qualquer pessoa pode ser nossa parceira. O engajamento é simples. Com um clique, já é possível fazer a diferença!”, disse a procuradora do MPT em Pernambuco, Jailda Pinto. Jailda ressalta que, em grandes eventos, como São João, Copa do Mundo e Eleições, o trabalho infantil tende a aumentar, inclusive a exploração sexual comercial (esta considerada crime e uma das piores formas de trabalho infantil).

“Este ano, teremos esses três eventos. A ideia é chamar todos para o combate, com ações nas redes sociais e, ainda, apoio de TVs e rádios”, informou.
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