POLÍCIA FEDERAL DEFLAGRA NOVA AÇÃO DENTRO DA “OPERAÇÃO TORRENTES” COM MEDIDAS JUDICIAIS SENDO CUMPRIDAS EM PERNAMBUCO E NO MARANHÃO.

  A Polícia Federal em Pernambuco dando prosseguimento às investigações que culminaram na deflagração da Operação Torrentes I e II –   deu cumprimento na data de ontem 15/05/2018 a 03 (três) mandados de prisão preventiva, contando para isso com 12 policiais federais distribuídas em 03 equipes. As prisões preventivas foram decretadas pelo Juízo da 13ª Vara da Justiça Federal e visa garantir a ordem pública a e conveniência da instrução criminal com o objetivo de assegurar a aplicação da lei penal, em virtude de haver provas da existência de cometimento de crime e indício suficiente de sua autoria no transcurso das investigações.

Os três presos foram interrogados no Recife e no Maranhão e em seguida foram encaminhados para fazer exame do corpo de delito no IML-Instituto de Medicina Legal, passaram por audiência de custódia onde foi confirmada as suas respectivas prisões preventivas para depois serem conduzidos aos respectivos sistemas prisionais. Os crimes que estão sendo lhe imputados são corrupção ativa, lavagem de dinheiro e tráfico de influência cujas penas ultrapassam os 20 anos de reclusão.

A OPERAÇÃO TORRENTES com apoio da Controladoria-Geral da União e da Procuradoria da República de Pernambuco foi deflagrada no dia 09/11/2017 e teve como objetivo desarticular um esquema criminoso de desvio de recursos públicos, fraudes em licitações e corrupção de servidores públicos vinculados à Secretaria da Casa Militar do Estado de Pernambuco. A investigação teve início no ano de 2016, a partir de um relatório elaborado pela Controladoria-Geral da União com relação aos gastos efetuados pela Casa Militar na cifra de R$ 450 milhões que lhe foram repassados pela União na denominada “Operação Reconstrução” para assistência às vítimas das enchentes que devastaram diversos municípios da mata-sul pernambucana em junho de 2010. Naquela ocasião verificou-se que a depender do objeto licitado, funcionários da Secretaria da Casa Militar direcionavam os contratos a diversos grupos empresariais em troca de contrapartidas financeiras. Também foram verificados indícios de superfaturamentos e inexecução de contratos.

Foram detectados, também, fortes indícios de superfaturamento em alguns contratos recentemente firmados pela Secretaria da Casa Militar com recursos públicos federais desta feita na “Operação Prontidão”, que tem por objetivo a reestruturação dos municípios da mata sul pernambucana atingidos, uma vez mais, pelas chuvas torrenciais ocorridas em maio do corrente ano de 2017.

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