MPPE orienta policiais militares que atuam em Noronha.

  O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) promoveu, nesta segunda-feira (14), o primeiro módulo do curso de treinamento de policiais militares que irão atuar no Distrito Estadual de Fernando de Noronha. O encontro, organizado em parceria com a Polícia Militar de Pernambuco (PMPE) e a administração da ilha, abordou temas como a abordagem policial na ilha; métodos de policiamento ostensivo; comportamento dos ilhéus; bem como questões relativas à conduta privativa dos policiais em serviço no arquipélago.

 “Nossa ideia aqui é detalhar, prioritariamente, o perfil do ilhéu que vive em Noronha, abordando questões que são relevantes na atuação do policial durante seu trabalho. A abordagem, a aproximação e a conversa do policial em atuação precisa ser diferenciado na ilha, cuja convivência social é bem diferente daquela que conhecemos no continente. Lá, temos que lidar com questões como o controle migratório, assunto que não vemos em nosso dia a dia no Recife, por exemplo”, disse o promotor de Justiça que atua na ilha, Alfredo Pinheiro. Além da parceria com a PMPE, o curso é fruto dos trabalhos desenvolvidos pelo Comitê de Enfrentamento e Repressão às Drogas em Fernando de Noronha, instituído em 2017, e que conta com a participação de diversos órgãos e entidades sem fins lucrativos. “A atuação do policial, além de observar o perfil social do morador da ilha, precisa estar articulada com os demais órgãos presentes em Noronha, como o Ibama, a Marinha, a administração local, entre outros”, comentou Pinheiro.

 A intenção é que sempre que houver mudança das equipes seja feita essa orientação para que os policiais entendam as demandas locais e que possam trabalhar de forma mais condizente com as peculiaridades do arquipélago. “Estamos agindo preventivamente, devido às queixas e denúncias da população em relação à atuação do efetivo policial, bem como a partir dos relatos dos policiais que lá atuam”, finalizou. Ainda segundo ele, a utilização de drogas lícitas, como o álcool, por exemplo, está ocorrendo com um grupo populacional cada vez mais jovem. “Os grupos empresariais que vão até Noronha promover festas e eventos de grande porte acabam incentivando o consumo de drogas, deixando um passivo enorme para os locais”, finalizou.
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