Servidores da Funase são formados para disseminar práticas de Justiça Restaurativa nas unidades.

Curso faz parte de uma série de capacitações oferecidas desde o ano passado. Esta última etapa foi conduzida por Mônica Mumme.

 No caminho da implementação de uma cultura de paz em suas unidades, a Fundação de Atendimento Socioeducativo (Funase), ligada a Secretaria de Desenvolvimento Social Criança e Juventiude (SDSCJ), promoveu formações em Justiça Restaurativa. As aulas aconteceram no Hotel Luzeiros, durante toda esta semana, para 80 servidores da Região Metropolitana do Recife e Interior, que receberão certificação reconhecida em todo o País. Essa foi a última etapa de uma série de capacitações que tiveram início no ano passado.

 O curso foi conduzido pelo Laboratório de Convivência, sob o comando da psicóloga Mônica Mumme, e consistiu em ensinar as técnicas da Justiça Restaurativa, estimulando a reflexão sobre o potencial que cada um tem nas relações e criar novas respostas no exercício da convivência. Para a Diretora Geral da Política de Atendimento, Iris Borges, essa etapa marca o empenho da Funase em capacitar os seus servidores e melhorar o atendimento aos socioeducandos. “É um marco para a história da instituição, aplicar as práticas da Justiça Restaurativa mostra o quanto estamos trabalhando para difundir a cultura de paz nas unidades”, conta.

 Capacitações em Práticas Restaurativas tiveram início no ano passado com o curso de Comunicação Não Violenta (CNV), ministrado pelo professor doutor e coordenador do Espaço de Diálogo e Restauração da UFPE, Marcelo Pelizzoli, e depois com o curso de Introdução à Justiça Restaurativa, conduzido pelo psicólogo clínico e Juiz da Criança e do Adolescente do Recife, Élio Braz Mendes. A psicóloga Mônica Mumme, que conduziu as aulas dessa última etapa, lembra da importância desse momento de formação.

 “O momento é especial, de partilhar nossas experiências e com isso trazer transformação sobre lidar com os atos infracionais de outra forma”, destacou. As práticas restaurativas são estabelecidas em Círculos de Construção de Paz, tendo como base a Comunicação Não Violenta (CNV) e os princípios da Cultura de Paz. Nestes círculos se vive os princípios e as práticas da Justiça Restaurativa, que são a integração, a conexão das pessoas, o respeito, a colaboração, o empoderamento, ressaltando, em todo esse processo, o respeito. Com a conclusão dessa formação, o próximo passo é criar microgrupos geradores nas unidades de atendimento e assim promover a disseminação dessas práticas, uma das ações previstas no Plano de Ação de Curto Prazo da Funase, aprovado pelo Governador Paulo Câmara e lançado em abril do ano passado.
Marcadores:
Reações:

Postar um comentário

MKRdezign

Formulário de contato

Nome

E-mail *

Mensagem *

Tecnologia do Blogger.
Javascript DisablePlease Enable Javascript To See All Widget