PM detalha captura de perigoso foragido.

  Em coletiva de imprensa, comandante do BEPI revelou detalhes daquela que já é considerada uma das mais importantes prisões dos últimos anos.

A Polícia Militar de Pernambuco reuniu a imprensa, nesta quinta-feira (01/03), para dar detalhes da prisão de Jerry Adriani Gomes da Silva, o “Nego de Lídio”, um dos foragidos mais procurados do Estado. Receberam os repórteres o gestor da Diretoria Integrada Especializada (DIRESP), coronel João Bosco, o comandante do Batalhão Especializado de Policiamento do Interior (BEPI), tenente-coronel Ely Jobson, responsável pela captura, e o chefe da Assessoria de Comunicação, coronel Alexandre Cruz.

Para o coronel João Bosco, a prisão de “Nego de Lídio” pode ser considerada como uma das mais importantes dos últimos anos em Pernambuco. “Foi um trabalho que envolveu muito planejamento”, contou o coronel, destacando a alta periculosidade do acusado. “Nego” cumpria pena de 47 anos de prisão e ainda aguardava três outros julgamentos quando fugiu, em dezembro de 2014, através de um túnel, da Penitenciária Barreto Campelo.

Ely Jobson deu os detalhes da captura, que começou com o levantamento, através da Força Tarefa Bancos, da SDS, da localização do acusado numa fazenda do interior do Piauí e contou ainda com um decisivo apoio da polícia piauiense através de logística e Inteligência. “Nego de Lídio vivia como fazendeiro, usando a documentação de um irmão já falecido”, contou o tenente-coronel.

O acusado revelou aos policiais que só voltava a Pernambuco, esporadicamente, para cometer homicídios, o que aconteceu quatro vezes no ano passado. “Ele nos revelou ainda que estava se aprontando para vir matar mais uma pessoa em breve”, disse Ely. Além dos homicídios, praticados por encomenda ou apenas para enfraquecer quadrilhas adversárias, “Nego de Lídio” também cometia assaltos a bancos e carros-fortes. Foi ele, inclusive, quem liderou o primeiro crime no método “novo cangaço”, em 2003, no interior da Bahia.

O primeiro homicídio atribuído a ele aconteceu nos anos 90. Ele matou o líder comunitário do Projeto Caraíbas, Fulgêncio da Silva, o que acabou mudando o nome do projeto para Fulgêncio, em homenagem à vítima. No momento de sua prisão, “Nego de Lídio” portava duas pistolas calibre .380 e uma espingarda calibre 12, mas não esboçou qualquer reação.

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