Seminário reúne representantes da educação para discutir ensino público.

   Nesta segunda-feira (5), representantes da educação se reuniram para discutir diretrizes e aprimoramento do ensino público no terceiroSeminário Pernambuco pela Educação. O evento realizado no SESC – Centro Educacional Ler Goiana Empresário Luiz Moraes de Oliveira, em Goiana, promovido pelo Sistema Jornal do Commercio e Comunicação (SJJC), reuniu instituições que têm contribuído para a qualificação dos professores e na melhoria da experiência em sala de aula. Outros dois seminários já foram realizados nos municípios de Caruaru, no Agreste, e Petrolina, no Sertão. Na ocasião, o fundador do Instituto de Co-responsabilidade pela Educação (ICE), Marcos Magalhães, o Plant Manager do Polo Automotivo JEEP, Glauber Fullana, o reitor da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Anísio Brasileiro, o ministro da Educação, Mendonça Filho e o secretário de Educação do Estado, Fred Amancio, abordaram temas que irão ajudar no desenvolvimento do ensino no Estado.

A cerimônia de abertura foi marcada com uma homenagem ao presidente do sistema Fecomércio/Senac e Sesc, professor Josias Silva, pelo seu empenho na educação. “Estou muito feliz por receber essa homenagem. Minha área sempre foi educação, sempre fui professor e nunca me afastei desse setor. Para mim foi muito gratificante poder ver essa parceria dando certo, ver a presença de professores e representantes da educação nacional para podermos discutir o que tem de melhor no ensino para nosso país”, expressou. Marcos Magalhãesfalou sobre a temática “Educação, Produtividade e Emprego: os desafios da educação brasileira”. No painel, trouxe indicadores locais, bem como nacionais e internacionais para fazer uma comparação na qualidade da educação em cada localidade. Abordou investimentos, desafios, PIB, grau de competitividade, produtividade brasileira e apresentou uma agenda educativa. “Os países que possuem maior escolaridade são os países que possuem maior renda per capita. Ou seja, é uma correlação fortíssima entre a escolaridade da população e a renda do seu povo.


Os países que têm em torno de 15 anos de escolaridade, têm as maiores renda do mundo. No Brasil, se investe 6% do PIB na educação, e isso não é pouca coisa”, explanou. Para o ministro da Educação, Mendonça Filho, é necessário garantir qualidade na base educacional, alfabetização, educação infantil e ensino fundamental para que mais estudantes possam chegar ao ensino médio com uma sustentação melhor. “A formação de educação técnica é uma das chaves para que possamos assegurar a empregabilidade. A inserção de pessoas no mercado de trabalho sai da conclusão do ensino médio, por exemplo. E todo nosso esforço é na direção justamente de ampliar as possibilidades por meio da educação técnica oferecida não só pelo estado, mas também pelo próprio governo federal”, falou. “Quando falamos do avanço da educação no Brasil temos que lembrar que isso é fruto de um trabalho em conjunto com ministérios, governos municipais, governos estaduais.

 Na realidade, o grande desafio é geral. Pernambuco só é destaque nacional hoje, porque acreditou, investiu e não se intimidou, por isso, tem resultados extraordinários”, destacou o secretário de Educação do Estado, Fred Amancio. No entanto, o reitor da UFPE, apresentou o “UFPE Futuro” que será um importante projeto para Goiana que pretende reconfigurar a formação superior no estado. Uma unidade da universidade será instalada na cidade voltada para tecnologias avançadas. “Nesse mundo digitalizado, informatizado, computadorizado é preciso de um lado para fortalecer a educação básica, mostrando a importância da escola e do município” disse Anísio.

 Em sintonia com o plano de ciência e tecnologia do estado de Pernambuco e com o plano de ciência e tecnologia do Nordeste, o projeto visa estabelecer orientações estratégicas para preparar os jovens para o futuro. De inicio, serão ofertadas duas graduações, ciência e tecnologia e inovação e outra voltada para o desenvolvimento territorial, planejamento urbano e problemáticas das cidades. “O projeto é uma oportunidade que a UFPE apresenta para repensar a universidade, mas principalmente a contribuição para o nordeste, para o Brasil”, complementou.
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