POLÍCIA FEDERAL PROCEDE EFETUA AUTUAÇÃO EM FLAGRANTE NO AEROPORTO DOS GUARARAPES DE TRÊS IRAQUIANOS (DUAS MULHERES E UMA CRIANÇA) QUE ESTAVAM UTILIZANDO PASSAPORTES ISRAELENSES FALSOS PARA FUGIR DA ZONA DE GUERRA IRAQUIANA COM O OBJETIVO DE ENTRAREM NA EUROPA.

   A Polícia Federal em Pernambuco procedeu a atuação em flagrante na madrugada do dia 30/12/2017 por volta das 0:10h no Aeroporto Internacional dos Guararapes Gilberto Freire de MAJIDA SHAMMO, 22 anos, natural do Iraque, solteira, desempregada e EIDA HAJI, 28 anos, natural do Iraque, casada, desempregada, estudante de engenharia – e acompanhada do seu filho menor de idade HAJI LAVANO, natural de Iraque de 6 anos de idade.

As prisões aconteceram quando um representante da empresa de aviação Air Europa Linhas Aéreas comunicou à Delegacia de Imigração da Polícia Federal a existência de 03 (três) passageiros que estavam tentando embarcar para Espanha utilizando passaportes israelenses falsos. A confirmação de que os passaportes eram falsos foi confirmado pela MAJIDA SHAMMO que fala inglês e árabe. As estrangeiras não deram detalhes nem da data e tampouco da forma como entraram no Brasil, disseram apenas que ficaram hospedadas num hotel no Rio de Janeiro e de lá foram orientadas a seguir para Recife/PE de onde embarcariam para a Europa onde tinham interesse em pedir refúgio.

Em seus interrogatórios as iraquianas disseram que os dados constantes nos passaportes são verdadeiros, mas ele é falso em virtude de não serem nascidas em Israel. Também informaram que todos os passaportes falsos foram comprados por MAJIDA com dinheiro fornecido pelo pai dela. Os passaportes foram adquiridos na Turquia pagando para isso 100 (cem) dólares pelos passaportes adultos e 50 (cinquenta) dólares pelo passaporte da criança (não deram detalhes também da pessoa que lhes entregou).

As iraquianas demonstraram firme interesse em pedir refúgio no Brasil e não retornar para o Iraque, tendo em vista que lá não existe trabalho, nem liberdade e que seu país está destruído por lutas e guerras, tendo até parentes que foram mortos neste conflito. O pedido de refúgio foi preenchido quando as estrangeiras estavam sendo ouvidas na Polícia Federal e será encaminhado o mais rápido possível para o órgão central da Polícia Federal em Brasília/DF onde deverá ser analisado pelo CONARE-Comitê Nacional para os Refugiados órgão responsável por analisar os pedidos e declarar o reconhecimento, em primeira instância, da condição dos refugiados. O caso está sendo tratado como de cunho humanitário e todas as providências necessárias para o bem-estar de todos os estrangeiros foram providenciados pela Polícia Federal, Justiça Federal, Defensoria Pública, Prefeitura do Recife e Secretaria de Defesa Social.

Terminado os trabalhos investigativos e tendo sido constatado a falsificação dos passaportes, as suspeitas receberam voz de prisão em flagrante e o menor foi apreendido. Em seguida todos foram levados para a Sede da Polícia Federal no Cais do Apolo no Bairro do Recife Antigo, onde, após terem sidos informadas dos seus direitos e garantias constitucionais acabaram sendo autuadas em flagrante pelos crimes contidos nos artigos 297 e 304 do Código Penal (Falsificação de Documento Público e Uso de Documento Falso) e caso sejam condenadas poderão pegar penas que variam de 2 a 12 anos de reclusão, além de multa!

Após a autuação, as presas realizaram Exame de Corpo de Delito no IML - Instituto de Medicina Legal e em seguida foram encaminhadas para a audiência de custódia onde foram liberadas e deverão responder ao processo em liberdade. As estrangeiras ficaram provisoriamente hospedadas num hotel em Recife/PE indicado pela Justiça Federal e a partir do dia (02/01/2018), terça-feira deverão ficar numa casa abrigo indicada pelo governo do estado esperando a decisão do pedido de refúgio.

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