Psicologia é aliada na preparação para a Copinha.

  O Sport estreia na Copa São Paulo de Futebol Júnior no próximo dia 4 de janeiro. Com a preparação já na reta final, a comissão técnica da equipe Sub-20 do Leão ajusta os últimos detalhes a fim de garantir que o time estará pronto nos aspectos físicos, técnicos, táticos como também psicologicamente. Nesta última área, o trabalho é conduzido pelo psicólogo das categorias de base do Leão Murilo Calafange.

 Às vésperas do torneio, o foco é na coesão de grupo. Há cerca de 15 dias que a equipe Sub-20 só pensa em Copa São Paulo. Com encontros individuais e coletivos, Murilo trabalha com os garotos a comunicação, a identificação de lideranças e a construção de um objetivo em comum. “Para uma Copa São Paulo é importante coesão, se conhecerem bem e identificar os líderes. Trabalhamos em direcionar todas as energias para o que a comissão técnica está falando, para que entre eles, que entram em campo, se articulem dentros desses objetivos em comum. Ensinando a tirar um pouco dos desejos pessoais em prol de algo coletivo.

A coesão é fundamental no esporte coletivo, é a base do meu trabalho em qualquer competição”, explicou Murilo. Durante a Copa São Paulo, os garotos estão no centro das atenções do clube que representam e até de outras equipes. Além disso, a competição em si pode gerar ansiedade nos jogadores e é papel da psicologia ajudá-los a lidar com isso. “Identificamos quando os atletas apresentam ansiedade ou não conseguem dormir direito, pensam muito na competição e tratamos com eles de forma individual para ensiná-los a ter controle disso. Fazer a ansiedade ser funcional”, disse. Ansiedade é energia que o atleta deve canalizar para algo positivo. “Junto com a ansiedade, ensinamos eles a ter equilíbrio emocional, como a ansiedade atrapalha e a conhecer o corpo humano também.

 Quando eles têm essa informação fica mais fácil de entender. Trabalhamos a atenção, a fala, compartilhar as angústias porque ajuda a ficar mais leve, com as técnicas de respiração, por exemplo, ajudando a baixar o nível de ansiedade”, destacou o psicólogo que acompanha as equipes desde o sub-13 até o sub-20 e tem traçado o perfil de cada atleta da base leonina. O trabalho de Murilo atinge o ponto mais alto quando o atleta está em ação.

 “É dentro do campo que o fenômeno do futebol acontece”, enfatiza. Por isso, ele também acompanha os treinos, observando os atletas em ação e fazendo intervenções se necessário. “Vejo se está funcionando a liderança, a comunicação, os objetivos em comum. Se não está rendendo, tem algo errado. Então a gente vai lá, chama, conversa e ajuda a gerenciar”, acrescentou.
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