Deficiência no acolhimento infanto-juvenil da Mata Sul preocupa MPPE.

  A situação caótica em que se encontra o serviço de acolhimento a crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade da Mata Sul de Pernambuco tem chamado a atenção do Ministério Público de Pernambuco (MPPE).

O serviço se concentra na Ação Social Paróquia Palmares (ASPP), que informou ao Centro de Apoio Operacional às Promotorias da Infância e Juventude (Caop Infância e Juventude) não ter condições de suportar toda a demanda de crianças e adolescentes da região, principalmente pelo corte dos recursos financeiros vindos dos municípios demandantes e do cofinanciamento do Governo do Estado. A ASPP afirmou que em outubro deste ano tinha 83 crianças e adolescentes acolhidos não só da Mata Sul como do Agreste.

A maior demanda vem de Palmares (37 pessoas), Joaquim Nabuco (12), Lajedo (9) e Água Preta (6). A administração da ASPP se queixou que aguarda a liberação de R$ 320 mil referentes ao cofinanciamento estadual desde outubro passado. Os municípios de Pombos, Catende e Joaquim Nabuco também teriam de repassar recursos do Fundo Estadual de Assistência, no valor de R$ 90 mil (R$ 30 mil cada um), mas a verba ainda não foi disponibilizada para a ASPP.

 O promotor de Justiça João Paulo Pedrosa, que atua em Palmares, irá se reunir com os promotores dos municípios com o maior número de crianças e adolescentes acolhidos pela ASPP para, juntos, traçarem estratégias de como cobrar e manter a política de acolhimento da região. Um ofício será expedido para a Secretaria da Fazenda estadual questionando o motivo pelo qual os recursos ainda não foram liberados.
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