PRESIDENTE DO SINPOL, ÁUREO CISNEIROS, E O CIENTISTA POLÍTICO, MICHEL ZAIDAN, PROTOCOLAM PEDIDO DE CPI PARA INVESTIGAR O GOVERNO PAULO CÂMARA.

   O Presidente do Sindicato dos Policiais Civis de Pernambuco (SINPOL-PE), Áureo Cisneros, e o cientista político e professor da UFPE, Michel Zaidan, estiveram na manhã desta quinta-feira (16), na Assembleia Legislativa do Estado, para pedir a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar atos de corrupção relacionados ao governo Paulo Câmara. Eles tentaram, sem sucesso, entregar o documento ao presidente da Alepe, deputado Guilherme Uchôa (PDT), que não os recebeu.

O documento, que é assinado também por entidades da sociedade civil, cita a Operação Torrentes, deflagrada na última semana, que tem como centro a administração estadual e investiga o esquema de fraudes em contratos para a reestruturação de municípios da Mata Sul de Pernambuco após as enchentes de 2010 e 2017. “Nós temos seis operações policiais em andamento apurando corrupção no Governo de Pernambuco. Isso é inadmissível! Nós não podemos aceitar o desvio de recursos públicos dos flagelados e das vítimas da inundação. Enquanto esses recursos são desviados, temos o problema na área da segurança pública no Estado. Inclusive, os suspeitos de desviar esses recursos são alto comando da Polícia Militar de Pernambuco”, citou Áureo Cisneiros.

O presidente do SINPOL lembrou que o papel de instaurar uma CPI deveria partir dos próprios deputados estaduais. “Nós não vimos nenhuma mobilização dos deputados estaduais para instalar uma CPI. Esse é o papel do Legislativo. No primeiro indício de corrupção deveria ter se instalada uma CPI para investigar se houve ou não corrupção. Nós tivemos um parlamento omisso e agora estamos exercendo a nossa cidadania pleiteando uma investigação porque os recursos são do povo e deveriam ter sido empregados de forma honesta para as vítimas das inundações”, cobrou Cisneiros.

O cientista político e professor da UFPE, Michel Zaidan, convocou a sociedade civil para cobrar a instalação da CPI. “A Assembleia deveria fazer a sua parte, que é fiscalizar e controlar os atos da administração pública, sua obrigação. Portanto se não houver uma pressão da sociedade civil e da imprensa, não teremos êxito na investigação desses casos de corrupção”, destacou Zaidan.

O documento foi protocolado junto à presidência da Casa Joaquim Nabuco e entregue também ao deputado Edilson Silva (PSOL) para que ele dê encaminhamento ao pedido de CPI. Para que a Comissão Parlamentar de Investigação seja instalada é necessário que um terço dos deputados assinem a favor da instalação, ou seja, 17 parlamentares da Assembleia Legislativa do Estado.

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