Estudantes e professores da Rede Estadual participam da 23ª edição da Feira Ciência Jovem.

   A abertura da 23ª edição da Ciência Jovem aconteceu nessa quinta-feira (09), no Paço Alfândega, bairro do Recife. A feira, que segue até este sábado (11), conta com a presença de estudantes e professores da Rede Pública, que estão tendo a oportunidade de mostrar seus projetos. Além de trabalhos de todos os estados brasileiros, o evento conta também com a participação de estudantes do México, Colômbia, Peru e Paraguai.

O Ciência Jovem, que este ano conta com 270 stands, tem o objetivo de estimular estudantes e professores a aprofundarem seus conhecimentos em ciência e tecnologia. Além da exposição dos projetos, a solenidade de abertura trouxe diversas apresentações culturais.

 Os trabalhos apresentados na feira estão divididos em cinco categorias: Iniciação à Pesquisa; Divulgação Científica; Incentivo à Pesquisa e Desenvolvimento Tecnológico; Educação Científica e Francis Dupuis Talentos Internacionais (categoria voltada para trabalhos científicos de outros países). No total, 101 trabalhos da Rede pública estão expostos em diversas categorias. Os estudantes Waldécio Braz e Gilson Matheus, do 2º ano da Escola de Referência em Ensino Médio (EREM) Manoel Bacelar estão expondo “Freedom: o robô guia”.

 O projeto desenvolvido por eles tem o intuito de tentar melhorar a locomoção dos deficientes visuais. O protótipo montado com peças do kit educacional de robótica Lego, irá funcionar como um cão guia, ajudando os cegos a se locomoverem e proporcionar uma considerável melhora na vida dessas pessoas.

“Devido à baixa quantidade de cães treinados e o alto preço deles, nós tivemos a ideia de desenvolver um robô bem mais acessível ao bolso das pessoas” disse Waldécio. Já os estudantes Giovane Albino e Carlos Daniel, do 2º ano da EREM Augusto Gondin criaram o ECOLIMP. Os alunos querem despertar a consciência ecológica, afim de que todos participem da coleta de água para reuso. Para desenvolver o equipamento foi utilizado um balde de 60 litros, um motor de máquina de lavar roupas e uma mangueira sanfonada.

Além de uma base de madeira com rodinhas presas a pregos, parafusos e braçadeiras. A ideia é tão boa que já está sendo usada na própria escola para lavagem do pátio e das salas de aula. “Esse trabalho me fez ficar mais interessado na área tecnológica, ter mais incentivo a fazer tecnologia e inventar mais coisas que possam ajudar as pessoas” afirmou Carlos.

 A professora de Ciência e Biologia, Luciana Cavalcante, está tendo a oportunidade de expor seu trabalho na categoria Educação Cientifica. Com o tema “Conhecendo o Sistema Reprodutor Masculino e Feminino Utilizando o Instrumento da Arte no Ensino da Ciência” ela apresenta imagens de atividades realizadas em sala para alunos do 8º ano.

Seu projeto faz com que os estudantes tenham o momento de conhecer, explorar e construir o sistema reprodutor masculino e feminino com biscuit e argila para saber se as imagens dos livros e peças anatômicas possuem o mesmo tamanho real. “Esse projeto empodera minhas aulas porque é sempre desafiador estudar o corpo humano. Eu oportunizo meu aluno a conhecer o corpo humano na íntegra. Tanto por dentro como por fora” expressou.

 Para o diretor do Espaço Ciência e organizador do evento, Antônio Carlos Pavão, a feira é um ambiente cheio de troca de experiências, de ideias e também de aprendizado. “Em cada stand é possível ver aquilo que chamamos de inovação. É visível a empolgação dos alunos quando apresentam seu trabalho feito durante o ano letivo. Isso daqui é marcante demais na vida deles” falou.

O evento reuniu projetos de todos os estados brasileiros e de outros países.


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