Calixto: o cara responsável por "vestir" os atletas do Leão.

Roupeiro do time profissional é o primeiro personagem da série sobre quem faz o Sport.

 Duas partidas consecutivas fora de casa. Domingo contra o Flamengo pela 24ª rodada do Brasileirão e quarta-feira diante da Ponte Preta pela Sul-Americana. Quase uma semana inteira longe do Recife. Trabalho literalmente dobrado para Marco Calixto, roupeiro rubro-negro. Ele é o cara responsável não só pelos uniformes com que o Sport entra em campo como por todo o material utilizado pelos atletas e por membros da comissão técnica nas partidas, nos treinos, na concentração e nos deslocamentos aéreos.

   Em uma viagem como essa, que se inicia na tarde desta sexta-feira (15), Calixto chega a despachar cerca de uma tonelada em equipamentos. Camisas, calções, meiões, caneleiras, chuteiras, bolas... tudo minuciosamente cuidado por esse pernambucano de 43 anos, 15 deles a serviço do Sport. Em dias de partida, na Ilha ou fora de casa, Calixto chega ao estádio duas horas antes do elenco. Corre para deixar tudo pronto para os atletas e para os membros da comissão técnica. Depois que a delegação vai embora, permanece nos vestiários arrumando a bagunça. É verdadeiramente o primeiro a chegar e o último a sair.

 Além do trabalho duro, Calixto ainda tem que lidar com as manias de um ou outro atleta. Na maioria das vezes se diverte com isso. “Jogadores tem várias manias... tem um do nosso elenco, que não vou citar o nome, que diz que se ele não jogar com uma caneleira que ele tem, ele diz que dá cãibra. Eu já provei pra ele que isso é mito. Uma vez escondi as caneleiras e ele não teve. Disse a ele ‘vai jogar, vai fazer gol que isso é resenha da tua cabeça’, mas nunca contei que fiz isso. Quando ele ler...vai saber que é com ele”, disse.

“Tem outro jogador no nosso elenco que diz que se usar calça de goleiro, vai dar dor de barriga. Aí ele quer outro tipo de calça. São coisas que tornam o dia a dia mais leve, mais divertido”, completou. Perfeccionista, Calixto não desgruda dos materiais nas viagens. “Eu gosto de ficar junto com o material. Vai tudo para o meu quarto. A turma diz que não é bom, mas eu gosto de ficar porque fico a par de tudo, vendo tudo, é melhor para organizar. Em vez de colocar numa sala, se for longe do quarto preciso ficar indo buscar. No quarto estou vendo tudo e sei se está faltando algo”, contou.
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