Audiência Pública sobre a BNCC é realizada em Pernambuco.

Outras três estão agendadas para Florianópolis (11 de agosto), São Paulo (25 de agosto) e Brasília (11 de setembro).

A segunda audiência pública sobre a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) promovida pelo Conselho Nacional de Educação (CNE) foi realizada nesta sexta-feira (28), no Centro de Convenções, em Olinda. O primeiro encontro aconteceu em Manaus, no início deste mês, e outros três estão agendados para 11 de agosto, em Florianópolis; 25 de agosto, em São Paulo; e 11 de setembro, em Brasília, fechando este ciclo de atividades. O objetivo do CNE com essa ação é receber contribuições, ouvindo de profissionais da educação e da sociedade civil críticas e sugestões, que possam ajudar na elaboração da norma nacional instituidora da BNCC para a educação básica brasileira.

Dentre os participantes que compuseram a mesa de abertura estavam o secretário de Educação do Estado de Pernambuco, Fred Amancio; o presidente do CNE, Eduardo Deschamps; o presidente da Comissão Bicameral que trata da BNCC, Cesar Callegari, que também presidiu a mesa da audiência em seguida; o secretário de Educação Básica do Ministério da Educação (MEC), Rossieli Soares, além de outros representantes de entidades vinculadas à educação.

Após a abertura, o público presente, composto por conselheiros, pedagogos, educadores e demais atores da sociedade civil interessados, pôde utilizar um púlpito para exprimir opiniões, dar sugestões ou fazer críticas, contribuindo para a elaboração de um documento normativo (BNCC) que irá definir os direitos e objetivos de aprendizagem e desenvolvimento para crianças, jovens e adultos em escolas de educação básica do país.
O secretário Fred Amancio avaliou a importância do evento para Pernambuco, uma vez que o Estado sediou essa etapa da série de audiências representando o Nordeste e recebendo participantes dos outros estados da região. “É uma alegria muito grande para nós receber essa audiência pública aqui, nos dando a oportunidade de debater a Base Nacional, um documento importante que vai impactar no futuro da educação do Brasil e essa chance de trazer para o Recife permite que mais pernambucanos estejam participando e acompanhando essas discussões”, disse.
Ana Selva, secretária Executiva de Desenvolvimento da Educação da Secretaria Estadual de Educação, falou sobre a perspectiva de implementação da BNCC nas escolas após o término do processo de construção deste documento. “A gente agora, com a discussão da Base, tem uma oportunidade de colocar o currículo como centro do processo. Com a implantação haverá mudanças e elas precisam de tempo para ser introduzidas. No caso de Pernambuco, vamos precisar fazer uma revisão do nosso currículo, levando em consideração questões regionais, culturais e outros fatores. É fundamental que a gente tenha esse tempo, essa organização prevista de como é que vai se dar o processo de implementação da BNCC, para que de fato se possa discutir as políticas e investir na formação dos professores, para quando chegar a avaliação externa, esta esteja a serviço do currículo”, enfatizou.
Sobre a implementação da BNCC, o secretário de Educação Básica do MEC, Rossieli Soares, deu algumas previsões das próximas etapas. “A gente espera ter a Base, como documento, definida ainda este ano, quando entregaremos ao CNE para discussão, caso o cronograma siga como esperamos. Até o início do próximo ano, também esperamos ter a Base do Ensino Médio, e aí vem as etapas de implementação. Para chegar lá na ponta, no professor, na sala de aula, a gente tem alguns pontos que são fundamentais, como trabalhar a formação dos professores. Temos a construção dos currículos, ou seja, essa peculiaridade do contexto local, aquilo que, por exemplo, Pernambuco vai definir para os seus estudantes. Então, 2018 vai ser um ano muito importante para isso. E com os currículos, a Base e a formação, tudo isso vai mexer também no material pedagógico, outro pilar importante que vai ser certamente atingido, e aí vamos ter mudança em todos os processos de avaliação. Nós entendemos que temos passos muito importantes ainda, um deles é a construção dos currículos, a gente deve fazer isso no ano de 2018 e ter a Base já a partir de 2019 chegando nas nossas escolas”, concluiu.

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